O bloqueio de bens do ex-prefeito José Ronaldo através de decisão judicial, teve repercussão na Câmara Municipal nesta quarta-feira (4). O líder do Governo, vereador Marcos Lima (Patriota), defendeu o ex-prefeito. Mesma postura de alguns vereadores.
“Fomos pegos de surpresa com a notícia referente a José Ronaldo. Sempre confiei nele, sei que se dedicou muitos anos à vida pública e deu grande contribuição à Feira de Santana mostrando seu amor pela cidade. Trabalhou para melhorar a vida de quem mora em Feira e já é esperado que em 2020 os poderosos queiram a Prefeitura e utilizem todo tipo de manobra para isso”, pontuou o líder.
“Quando Ronaldo concorreu ao Governo do Estado acendeu a luz de muitos que desejam aniquilar o nome de um ex-prefeito que, nas quatro gestões, teve suas contas aprovadas pelo TCM. Várias auditorias foram realizadas, em muitas secretarias, na tentativa de encontrar algo que maculasse a imagem dele, mas nunca encontraram nada e agora não é diferente. Aproximadamente R$ 24 milhões bloqueados, através de uma liminar, que é uma decisão provisória”, avaliou.
Marcos lembrou que todos os bens do ex-prefeito foram declarados à Justiça Eleitoral. “Declarar bens à Justiça Eleitoral é obrigatório e patrimônio de Ronaldo está disponível, é pouco mais de R$ 2 milhões e onde estão esses mais de R$ 20 milhões que pediram para bloquear? Na declaração está tudo discriminado: veículos, imóveis e mais”, argumentou.
O vereador Cadmiel Pereira (PSC) afirmou que com a proximidade das eleições, as acusações contra o atual governo vão surgir a todo tempo.
“A demanda política de Feira de Santana não é diferente da de outras cidades. Vão se aproximando as eleições e vamos vendo as manobras, encomendas e formas de desequilibrar o governo. Feira sempre teve um apreço por Ronaldo, que administrou a cidade de forma clara, coesa e com suas contas aprovadas. Toda sociedade é feita de lados, agremiações partidárias, opiniões contrárias, mas quando se aproxima a eleição tudo fica aflorado, por isso pedimos às pessoas de bem muito cuidado na divulgação das informações, pois estamos lidando com a vida de pessoas, independentemente de segmento”, pontuou Cadmiel.
“Todos os citados em processos têm direito a ampla defesa e ao contraditório. Toda vez que o Ministério Público faz uma citação, está convidando a pessoa a se manifestar. O juiz acatou um pedido do MP e pediu bloqueio de forma liminar, que pode ser derrubada a qualquer tempo. Dos nove processos contra Ronaldo, cinco já foram arquivados por não comprovar nada que abone sua conduta. Portanto, é dessa forma que eu e alguns vereadores da base, que conhecem Ronaldo, o apoiamos pela lisura e dignidade”, observou.
A vereadora Gerusa Sampaio (DEM) parabenizou a avaliação feita por Cadmiel. “Temos que aguardar. O povo feirense expressou com louvor nas urnas o que compreendem como trabalho de Ronaldo. Não é preciso fazer sensacionalismo e acredito que a justiça vai mostrar a verdade”, prevê.
Fabiano da Van (CDN) afirmou que grande parte da população conhece a lisura do ex-prefeito José Ronaldo, da secretária de Saúde, Denise Mascarenhas e do ex- procurador do Município, Cleudson Almeida. “Infelizmente, quem está na vida pública está sujeito a esse tipo de situação. O ex-prefeito tem direito de morar aonde ele quiser e não é sensato divulgar notícias falsas; me baseio pelo que falam de mim. Nosso ex-prefeito nunca foi envolvido em escândalos de corrupção”, afirmou.
Carlito do Peixe (DEM) também se manifestou. “É um processo que ainda não foi julgado, está sob liminar e sendo investigado. O bloqueio se dá por suspeita. Vou lembrar um fato: em 2018, o Ministério Público denunciou Ronaldo por improbidade administrativa porque quando foi eleito estava findando o contrato com uma empresa que prestava serviços médicos, como era serviço prioritário, ele, com orientação da Procuradoria do Município e TCM, fez um contrato emergencial com outra empresa para terminar o serviço. Por tal atitude, o MP o denunciou e a Justiça acatou”, contou Carlito.
 “Anunciaram um prejuízo de R$ 30 milhões. Ronaldo fez sua defesa e mostrou que não houve prejuízo ao erário. Nesta linha foi inocentado e a denúncia foi arquivada. O que está acontecendo agora é apenas investigação, tanto que usam a palavra suspeita e não condenado”, argumentou.