Primeiro gestor municipal na Bahia a decretar situação de emergência em saúde pública, em virtude do coronavírus, Colbert Martins Filho criticou declarações do governador Rui Costa e do secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, que se revelaram contrários à suspensão de eventos na Bahia devido ao problema.
Rui disse que "não faz sentido suspender as coisas ou o funcionamento, porque nós não temos ainda na Bahia, ou não tivemos a circulação como eles chamam comunitária do vírus".
O secretário, na mesma linha, disse que na Bahia "todos os casos são importados ou familiares. Não há transmissão sustentada nem comunitária". E afirmou que "até o momento não há razão para cancelar eventos nem alterar calendário escolar".
Para o prefeito, que é médico, especialista em epidemiologia e professor do curso de medicina na UEFS, ambos estão equivocados. "Primeiro que em Feira de Santana, infelizmente, já houve, sim, transmissão local e comunitária. O fato de haver três vítimas de uma mesma família não tira esse caráter".
Quanto à suspensão de eventos, o prefeito de Feira diz que é algo "extremamente necessário" e vê contradição no depoimento do secretário. "Ele tuitou, indevidamente, dizendo que não viria à Micareta. No dia seguinte condena a suspensão de eventos".
PRESÍDIO - O prefeito de Feira também chama a atenção de Rui Costa para o perigo de contaminação nos presídios do Estado. "O de Feira tem quase 2 mil detentos. Não vi ainda nenhuma medida relacionada a prevenção nesse local, quanto a visitas por exemplo, nem no Centro Zilda Arns, onde há dezenas de menores infratores cumprindo penalidades".