O Coletivo em Defesa dos Trabalhadores do Centro entrou em contato com o Protagonista nesta segunda-feira (2/3). Através de um comunicado, critica o contrato entre o governo municipal e a direção do consórcio que administra o Shopping Popular. A seguir, íntegra do protesto.
“O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, do MDB, e o empresário Elias Tergilene, querem forçar os camelôs a assinar um contrato criminoso para ir ao shopping popular. Nesse contrato os ambulantes vão pagar em torno de R$ 600 reais de aluguel e se atrasarem o pagamento vão ter suas mercadorias roubadas pelo shopping.
Os ambulantes não querem assinar esse contrato. Vejam o que querem os vendedores ambulantes:
1. Queremos um contrato justo, pois esse preço está fora das condições dos trabalhadores ambulantes. Além disso não nos submetemos a ter nossas mercadorias tomadas pelo empresário se atrasarmos o pagamento do aluguel.
2. Queremos permanecer vendendo no centro. Existem camelôs que querem ir para o shopping e existem camelôs que não querem. Além disso o shopping tem 1800 boxes destinados aos camelôs, e somos mais de 8 mil trabalhadores nas ruas centrais de Feira. Queremos ser respeitados na nossa vontade de poder vender nas ruas.
3. Queremos o centro organizado, pois para reorganizar o centro da cidade não é necessário retirar os trabalhadores e pais de família das ruas. Com baixo custo é possível cadastrar os vendedores e padronizar as barracas, dando garantia ao direito de ir e vir e também que os trabalhadores possam tirar o seu sustento nas ruas.
4. Queremos condições dignas de trabalho, pois milhares de famílias tiram sua renda do comércio nas ruas e retirar esses trabalhadores das ruas somente vai ampliar o desemprego e a miséria da população que mais precisa de apoio. As pessoas vão ser impedidas de trabalhar no centro. O que acontecerá com elas? Como manterão suas famílias?
Por isso não queremos ser despejados! Se você recebeu essa mensagem apoie também a causa dos Camelôs e vamos cobrar juntos da prefeitura uma outra postura.

Coletivo em Defesa dos Trabalhadores do Centro”