À medida que a eleição municipal de outubro se aproxima, a chapa esquenta na Câmara Municipal de Feira esquentam. Nessa terça-feira (10), mais um exemplo de que os ânimos já estão à flor da pele.
Uma discussão entre Lulinha (DEM) e Isaías de Diogo (PDT) sobre composição de chapas proporcionais virou uma grande polêmica.
Lulinha criticou o pronunciamento do colega Isaías de Diogo. “Ouvimos o discurso do colega Isaías de Diogo tentando jogar veneno na questão das chapas que se aproximam, e determinam quem será candidato ou não. Colbert concedeu entrevista dizendo que está preocupado com os vereadores que marcham com ele para o crescimento da cidade. Isaías disse que participou de duas reuniões, mas ele não participou obrigado. Ano passado, esta Casa elegeu deputado estadual e já elegeu outros nomes com média de 12 mil votos, porque participaram de uma boa chapa”, pontuou Lulinha.
“Falam dos vereadores que não vão se eleger, que vão cair na cova dos leões. Dizem que o mais votado será o presidente, outros que será Lulinha, outros que será Marcos Lima. Disseram que a colega Neinha não iria ter votos porque perdeu o apoio do pastor e ela teve uma boa votação. Então, temos que ter cuidado na hora de formar chapa, pois tem gente tentando prejudicar. O que elege a quantidade de vereador é a soma da votação”, pontua.
Para João Bililiu, "começou também o salve-se quem puder na Casa da Cidadania, ao invés da união”. Para ele, muitos estão querendo “salvar a pele e esquecendo do Município, do povo que nos elegeu”.
Em aparte, o vereador Eli Ribeiro (REP) disse ter pedido para os colegas não fazerem picuinha. “ Tem partido com portas abertas esperando os indecisos, a exemplo do Republicano. Ou o vereador trabalha ou não terá voto. Para fazer um vereador em um partido precisa de 15 mil votos, depois de 20 mil votos faz mais um”, explicou.
De volta com a palavra, Lulinha convidou o colega para ir para o Democratas. “Está de portas abertas. A Câmara que aqui está é quem dá suporte ao mandato de Colbert. Tenham certeza que ele não quer o pior para gente. Temos que analisar, fazer contas, são as contas que vão determinar a quantidade de vereadores”, analisou.
Também em aparte, Luiz da Feira (PCdoB) pediu união dos colegas. “Temos que nos unir porque precisamos fortalecer o grupo do prefeito para que a maior parte de nós consiga voltar”, afirma.
Zé Curuca (DEM) também se pronunciou. “Hoje temos mais experiência. No primeiro mandato, não tive ninguém pra me orientar a ir para o DEM, fiquei no PSDB e quebrei a cara, fiquei com medo de ir para o DEM. Fui o 11º mais votado e fiquei de fora. O caminho correto é o DEM e vamos fazer vereador com 3 mil votos. O caminho está correto”, avaliou.
Para finalizar, Lulinha afirmou que a divisão vai reduzir a quantidade de vereadores. “Ninguém tem bola de cristal. Só quem sabe é Deus e as urnas. Temos que ter cuidado com essas aves de rapina que tentam jogar veneno e criar intriga entre os colegas. Temos que somar, é a soma quem vai fazer mais vereadores”, concluiu.
(Com informações da assessoria de comunicação da Câmara)
(Foto: site Tribuna Feirense)