Personagem principal de uma saia justa durante a reunião de integrantes da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), sobre a Micareta 2020, o polêmico vereador Edvaldo Lima elegeu o réu da história: o secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, jornalista Edson Borges.
Em pronunciamento, na sessão ordinária desta quarta-feira (11), na Câmara Municipal, Edvaldo Lima (PP) soltou o verbo.
“Eu fui para a reunião, na terça, porque ali seriam tomadas decisões importantes e o que eu presenciei foi o desrespeito do secretário para com este vereador. A partir de hoje, após conhecimento deste artigo, ele não vai mais poder fazer isso. Quando os senhores forem a qualquer local público e fecharem as portas, liguem para a polícia, pois todos temos a garantia da lei. Respeitem o vereador, que foi eleito pelo povo. E, se não quiser respeitar, faça sua carta ao prefeito e vá embora. Eu estava naquele local para defender a saúde do povo de Feira. Todos os segmentos da sociedade foram convidados para aquela reunião, menos o Poder Legislativo. Respeitem o Poder Legislativo desta cidade”, pontuou.
“Coloquei uma votação para saber quem é a favor do cancelamento da Micareta e temos mais de 8 mil votos para o cancelamento da festa. Aqui temos vários vereadores e pergunto: quem é a favor do cancelamento da Micareta? Eu pedi o cancelamento, é meu direito como representante do povo, mas cada um responda por si. A população está querendo o cancelamento, em virtude da preservação da saúde. Na Itália, todos os grandes eventos foram cancelados e eu concordo. Peço que nosso Poder Público também pense em cancelar eventos que aglomeram pessoas”, informou.
Em aparte, o presidente da Casa, vereador José Carneiro Rocha (PSDB), não concordou com a posição do colega. “Não concordo, mas respeito. Temos que pensar se a questão agora é aglomeração de pessoas porque se for, temos que nos preocupar com a Marcha para Jesus, Parada Gay, cultos em igrejas, partida de futebol, aulas e mais”, avaliou.
Edvaldo garantiu que a contaminação do coronavírus pode ser controlada em salas de aula e cultos religiosos. “Em cultos e salas de aula podemos controlar com álcool gel, água e sabão. É diferente de Micareta, onde ninguém é de ninguém e as drogas e viroses rolam soltas. Culto e aulas não atrapalham não, a não ser que nesses locais haja pessoas contaminadas. Já o cancelamento da Marcha para Jesus, eu concordo”, findou.
Segundo o Protagonista apurou, o vereador não foi convidado para a reunião da FPI. Quando teve acesso ao microfone, ao final do evento, e iniciou uma fala, empresários que atuam na Micareta e alguns profissionais de imprensa se retiraram do auditório da Secretaria de Saúde, em protesto.