A polêmica envolvendo a prestação de contas não feita por um dirigente do PSDB feirense (leia mais) está longe de ter um ponto final. Em resposta a Sandro Ricardo (leia mais) ex-presidente municipal do partido, o ex-deputado Carlos Geilson revelou ao Protagonista, em detalhes, os bastidores dessa polêmica que envolve, segundo ele, movimentação indevida de dinheiro do partido. A seguir o relato de Carlos Geílson sobre essa situação, que está sendo investigada pela Polícia Federal.
“Quando nós assumimos o PSDB não recebemos informação da executiva passada se tinha conta bancária, qual banco e qual era a conta. Nós abrimos uma conta no Banco do Brasil, agência do bairro Cidade Nova. Prestamos conta de que não houve movimentação financeira, que nós não tínhamos feito movimentação nessa conta do Banco do Brasil. Quando chegou a campanha de 2018, recebemos da Justiça um comunicado de que nossas contas deram problema porque houve movimentação financeira em uma conta da Caixa Econômica. Fomos na Caixa Econômica saber quem teria feito essa movimentação. Descobrimos que tinha uma conta com movimentação financeira em nome do PSDB. Pedimos a microfilmagem dos cheques para ver quem teria feito a movimentação. Descobrimos que teria sido o senhor Sandro Ricardo do Espírito Santo. Chamamos Sandro Ricardo para uma reunião da executiva, e já com a cópia dos cheques em mãos, questionamos o senhor Sandro Ricardo do porque dessa movimentação. Foram quatro cheques. Eu falei com ele que o que estava sendo dito não era que ele sacou dinheiro na boca do caixa para uso próprio, mas, sim, que ele era da executiva passada e não poderia ter feito esta movimentação porque a executiva havia mudado. Como ele se recusava a fazer a reposição do dinheiro, e eu estava de saída do partido, eu precisava deixar isso informado à Justiça Eleitoral. Eu estava de saída diante de ata partidária. Eu fiz a ata, peguei a cópia dos cheques e mandei para a Justiça Eleitoral, que enviou para a Polícia Federal. Lá, na oitiva, Sandro foi ouvido e ele apresentou recibos dizendo que fez essas despesas para o partido. O que eu questiono é que essa movimentação foi indevida, pois ele fez sem pertencer à executiva atual do partido. Não estou falando que ele pegou dinheiro para ele. Em nenhum momento eu digo que ele pegou dinheiro para ele, mas que fez uma movimentação intempestiva, sem ter autorização para fazer. Ele agora diz que é birra política, quando, na verdade, não há birra política nenhuma. O que há é que ele fez uma movimentação financeira indevida, e não foi informada à Justiça Eleitoral antes - porque nós não tínhamos conhecimento dessa conta. Foi feita uma ata assinada por Gutemberg Boaventura (advogado), Wellington Oliveira, Zé Carneiro, Joãozito Borges, Yuri Guimarães, Eliel Ferreira de Jesus, Cristiane Bessa e eu. Quanto ao valor, me parece que não chega a 5 mil, pois cada cheque era em torno de 1 mil. A cópia de tudo está lá na Justiça Eleitoral e na Polícia Federal. Não falo mais desse assunto, porque ele (Sandro Ricardo) fica alegando birra política. Não existe birra nenhuma, simplesmente ele fez uma movimentação que não deveria ter feito. Ponto final".