A mulher que acusa o procurador do município e secretário interino de Desenvolvimento Social, Ícaro Ivvin, de assédio, trabalha há poucos meses apenas na Sedeso.
De iniciais E.C.R. ela trabalhava na Secretaria de Prevenção à Violência e foi designada para a Sedeso.
Ao radialista e jornalista Luiz Santos, a mulher concedeu uma entrevista exclusiva, que o Protagonista vai reproduzir a seguir, com a devida autorização do colega:
Luiz Santos – Como foi que aconteceu o assédio?
E.C.R. - Eu saía do trabalho sempre 17h30min. Aí passei a sair mais tarde, umas 7, 7h30min e 8h da noite (nesse momento ela chora). Eu era da recepção e ele pedia para ir na sala dele (Isso tá me machucando muito – segue chorando) Ele me chamava para trabalhar na sala dele.
Luiz Santos – Ele tocou em você?
E.C.R. – Ele pegou no meu peito, beijou minha boca, beijou meu rosto (nesse momento ela chora mais e para de falar por alguns instantes).
Luiz Santos – Quantas vezes isso aconteceu?
E.C.R. - Foi só uma vez, na terça-feira à noite. Não tinha mais ninguém na Secretaria.
Luiz Santos – Qual sua reação?
E.C.R. - Minha reação na hora foi de medo. Pedi pra sair. Disse que eu estava suja da jornada de trabalho. Quando eu disse que estava suja, que era pra ele me deixar sair, ele disse que estava tudo bem e a gente se veria no dia seguinte.
Luiz Santos – E o seu marido, como está?
E.C.R. - Meu esposo está calado. Conhece ele desde a infância. Eu só o conheci agora, após ele chegar na Secretaria.
Luiz Santos – Como está o trabalho?
E.C.R. - Não quero trabalhar. Não estou com cabeça.