Em um caso inusitado e revoltante, funcionários do Departamento de Polícia Técnica de Feira de Santana são acusados de se recusarem a recolher um corpo no necrotério do Hospital Geral Clériston Andrade, devido à suspeita de morte por coronavírus.
O caso aconteceu na terça-feira (12), segundo o diretor do HGCA, José Carlos Pitangueira. “A equipe do DPT foi acionada. Havia um corpo por morte violenta e outro com suspeita de ser vítima de coronavírus. Informamos a eles. Aí simplesmente se negaram a entrar na sala, com medo de serem infectados. Mas estavam devidamente equipados”, explica Pitangueira.
O corpo com suspeita de morte por coronavírus não é de Feira de Santana. O diretor não informou a cidade.
A equipe do DPT chegou a voltar à unidade. Porém, algumas horas depois retornou ao Clériston Andrade para recolher o corpo, devido aos inúmeros pedidos.
José Carlos Pitangueira, apesar de revoltado com a atitude da equipe do Departamento de Polícia Técnica, não manteve contato com a direção do órgão estadual.
“Foi uma atitude revoltante. Mas, para evitar transtornos, determinei um necrotério apenas para receber corpos de vítimas confirmadas ou suspeitas de coronavírus”, informa o diretor.