O mês de abril de 2020 deve entrar para a história como um dos períodos de maior registro de demissões em Feira de Santana, efeito negativo motivado pelo coronavírus e as consequentes medidas restritivas. A expectativa é do diretor da Casa do Trabalhador, um órgão municipal onde são encaminhadas solicitações para Seguro Desemprego, entre outras atividades.
De acordo com informações de Arlindo Marques ao Protagonista, entre janeiro e março de 2020 Feira de Santana teve menos 558 postos de trabalho, considerando o número de documentação para entrada em Seguro Desemprego, na Casa do Trabalhador. Esse número saltou para 1.390 somente no mês de abril passado – os dados oficiais saem no final desse mês de maio e devem ser ainda maiores. “Um recorde histórico dos últimos dez anos, pelo menos”, analisa Arlindo. Vale lembrar que existem outros meios de dar entrada no Seguro desemprego, como os SACs, por exemplo, o que aponta para números bem maiores de demissões em Feira. A seguir, entrevista completa com Arlindo Marques.
O Protagonista - Quantas demissões aconteceram em Feira de Santana de janeiro até agora?
Arlindo Marques – Os dados são divulgados pelo CAGED do Ministério da Economia. O último índice apurado foi de menos 558 postos de trabalho de janeiro a março de 2020, em Feira de Santana. Abril deve sair no final de maio, mas apenas em documentação de Seguro Desemprego, na Casa do Trabalhador, foram 1.390, apenas em abril de 2020, contra 610 em abril de 2019. Isso significa que os números de abril devem representar um recorde histórico.
O Protagonista - Qual sua perspectiva, diante de sua experiência, nessa situação de pandemia?
Arlindo Marques – Que o trabalhador deve estar atento às vagas de emprego divulgadas, estar apto para desempenhar outras funções correlatas.
O Protagonista - Qual o trabalho que a Casa do Trabalhador desempenha em Feira?
Arlindo Marques - A Casa do Trabalhador é uma Diretoria da Secretaria do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Feira de Santana. Mantém convênio com a Secretaria do Trabalho e Previdência do Ministério da Economia para desenvolver ações do SINE (Sistema Nacional do Emprego) para intermediação de mão-de-obra, entrada em Seguro Desemprego, Orientação Vocacional e Qualificação.