O PSL deve ter uma chapa puro sangue em Feira de Santana. A deputada federal Dayane Pimentel, pré-candidata a prefeita de Feira de Santana, deverá ter como candidato a vice-prefeito o ex-vereador Magno Felzemburg.
Um card de divulgação da capa deve ser divulgado a partir dessa semana. Em entrevista exclusiva ao Protagonista, Magno explica a estratégia do partido. “Então eu abri mão da minha pré-candidatura a vereador para contribuir com aqueles que desejam uma vaga no Legislativo Municipal”, explica.
O Protagonista: O PSL deve ter uma chapa puro sangue em Feira?
Magno Felzemburgh: É necessário esclarecer que o PSL é um partido que preza pela democracia, ele entende que as alianças são importantes, interessantes para o fortalecimento do processo democrático, então não há nenhuma recomendação da presidente estadual, a deputada Dayane Pimentel, ou do presidente nacional, Luciano Bivar. As alianças são bem-vindas desde quando estão dentro de uma linha de pensamento do partido. Porém, em Feira o quadro vem se desenhando. O pleito se aproxima, está bem perto, e com isso nós vamos amadurecendo melhor nossas posições. Não é possível ter uma aliança apenas por ter. O PSL tem uma deputada federal bem votada em Feira e tem também o meu nome, ex-vereador da cidade, e tive quase 9 mil votos na última eleição para deputado estadual, sendo terceiro suplente. Eu não me recordo de Feira já ter tido uma chapa majoritária tendo um ex-vereador concorrendo como vice-prefeito. O partido estaria valorizando o Legislativo Municipal, tendo um ex-vereador como candidato a vice-prefeito. Isso é importante porque para governar a cidade é preciso ter uma harmonia entre o Executivo e o Legislativo.
O Protagonista: O sr. havia anunciado sua pré-candidatura a vereador. O que determinou essa mudança de postura?
Magno Felzemburgh: Eu cheguei a anunciar a possibilidade de disputar a vereança, mas o projeto político não é de poder, não é de querer ter o mandato por ter o mandato. É necessário que pessoas que disputam eleição sejam desprovidas do poder. Então eu abri mão da minha pré-candidatura a vereador para contribuir com aqueles que desejam uma vaga no Legislativo Municipal, para que haja uma concorrência de igual por igual, com chances reais de qualquer um deles entrar na Câmara. O partido é formado por homens e mulheres que nunca foram vereadores e eu acredito que talvez até 100% nunca tenha disputado uma eleição. Então a ideia é permitir que estas pessoas tenham uma concorrência entre elas, com as mesmas possibilidades. Se eu mantivesse meu nome para a vereança, poderia estar dificultando a possibilidade de vitória de alguma dessas pessoas. Então eu contribuiria, nesta eleição, coordenando a candidatura da professora e deputada Dayane Pimentel para prefeita e a possibilidade de ser vice fica muito fortalecida nessa conjuntura. Achamos que aumenta a chance de chegar ao segundo turno. Dayane e Magno viriam com força para que a chapa estivesse no segundo turno disputando a eleição majoritária.
O Protagonista: Há possibilidade de uma mudança nessa composição, com um outro nome para vice, por exemplo?
Magno Felzemburgh: A gente não vive num mundo fechado, a possibilidade tem que estar aberta, mas dentro do que eu já coloquei aqui, teria que ser um nome que agregasse, que fosse ficha limpa e que tenha ideias voltadas ao processo democrático e com experiências na vida pública. Eu já passei por diversos órgãos, tenho diversas experiências, então vejo que eu tenho como agregar muito na gestão com uma postura diferente de governar Feira.