“Faltaram alguns documentos, mas já está tudo encaminhado e, agora, depende dos proprietários a realização dos serviços necessários no Sarkis”. A declaração é da coordenadora da Defesa Civil de Feira de Santana, Ana Karoline Rebouças, respondendo questionamento do Protagonista sobre o interditado edifício, que inclinou levemente no ano passado (leia mais).
“A obra ainda não foi feita. Mesmo jeito. A empresa contratada pela família solicitou autorização à Secretaria de Desenvolvimento Urbano para iniciar o trabalho. Porém, faltaram alguns documentos, que já foram providenciados”, explica Ana Karoline.
A Prefeitura cobrou o projeto de recuperação dos engenheiros contratados pelos proprietários do imóvel. A medida foi recomendada por engenheiros contratados pela Embasa, Prefeitura Municipal e dos proprietários do Edifício Sarkis, e apresentada em coletiva à imprensa no dia 31 de outubro de 2019, no Paço Municipal.
COMO FOI - O imóvel foi interditado e isolado pela Defesa Civil em meados do mês de agosto, após apresentar rachaduras e inclinação. 
O prefeito Colbert nomeou um comitê gestor formado por engenheiros civis, que resultou na decisão tomada no dia 31, durante reunião das partes envolvidas, na Sala de Reuniões do Paço Maria Quitéria.
A notificação entregue imediatamente após a reunião aos proprietários do edifício previa ainda que, depois de quinze dias da apresentação do projeto, as obras de intervenção deveriam ser iniciadas. Não começaram.
Apesar de os levantamentos técnicos serem unânimes quanto o recalque identificado na fundação do prédio, os proprietários questionaram a responsabilidade pela ruptura apresentada, comunicando que processaria judicialmente a Embasa, responsabilizando-a pelo vazamento que atingiu a estrutura do edifício. 
O Edifício Sarkis está situado entre a Praça da Bandeira e o Calçadão da Rua Sales Barbosa. Antes da pandemia de coronavírus, pouco havia sido feito no imóvel e o comércio em volta seguia fechado.