Na segunda parte de sua entrevista exclusiva ao Protagonista, o ex-deputado Fernando Torres, pré-candidato a vereador pelo PSD, destaca os projetos do partido em Feira de Santana e avalia a atuação de Rui Costa na pandemia de coronavírus: “acho que Rui supera Antônio Carlos Magalhães”. Fernando também revela que não deve disputar a eleição para deputado federal em 2022: “vou apoiar algum outro nome”. Confira abaixo a íntegra da segunda e última parte da entrevista:

O Protagonista: Qual o projeto do PSD para as eleições municipais de novembro em Feira?

Fernando Torres: O projeto do PSD é conforme o estatuto. Sou um dos fundadores do PSD. Com a liderança do senador Otto Alencar discutimos o estatuto do partido. Ajudei a coletar 10 mil assinaturas em Feira de Santana quando o partido foi fundado. Nosso objetivo é defender o tratamento do dinheiro público com honestidade e lutar contra os corruptos. Eu vejo que tem corrupção na Câmara e isso precisa mudar. Nosso projeto é eleger o maior número possível de vereadores. Olha, eu falo muito da Câmara e no nosso partido nós temos dois vereadores, mas que não vimos acontecer com eles nenhum ato de irregularidade. Nosso partido não está fora do risco de acontecer algum ato de corrupção, mas se isso acontecer a pessoa será expulsa, sob a liderança do senador Otto Alencar que é um homem honrado. Queremos eleger o maior número possível de vereadores que cumpram o objetivo do estatuto do nosso partido.

O Protagonista: Como o sr. avalia o desempenho do governo do estado em Feira no combate à pandemia de coronavírus?

Fernando Torres: A pandemia do coronavírus é um problema nacional, mundial. O governador da Bahia é um grande homem, que governa muito bem. Trabalhei com ele durante um ano, convivi próximo ao governador. A minha pasta tinha um orçamento duas vezes maior que o de Feira de Santana, e vi que o governador trabalhava muito bem. E ele está bem. Eu vejo também que na Bahia aconteceram problemas, mas estão administráveis. Foi positivo o Hospital Clériston Andrade II inaugurado pelo governador. Ajudou muito. Agora, o pré-candidato do PT, o “louquinho”, já concorreu várias eleições e nunca ganhou. E acho que não deve ganhar agora. Ele é desequilibrado. Ele soltou fogos dizendo que o hospital HCA II foi feito para o coronavírus. Não foi. O hospital foi feito para melhorar a saúde em Feira de Santana. É um hospital de ponta, com muita tecnologia avançada. O deputado Zé Neto é um homem totalmente desequilibrado, fora de sintonia com a população de Feira de Santana. O hospital estava 90% pronto, no auge da pandemia, e hoje está servindo ao combate da pandemia, mas no futuro vai servir de forma geral às demandas de Feira. O governador Rui Costa eu acho que é o maior governador da Bahia. Acho até que supera Antonio Carlos Magalhães. Tem o apoio de grandes outras lideranças e com a ajuda que tem, Rui Costa vem fazendo muitas obras na Bahia. O PSD apoia o PT na Bahia inteira, menos em Feira de Santana, mas isso se deve ao comportamento do deputado Zé Neto. Não tem nada a ver com o governador Rui Costa.

O Protagonista: Caso seja eleito, o senhor vai cumprir todo o mandato de vereador, ou pensa em se candidatar a deputado em 2022?

Fernando Torres: Inicialmente eu penso em cumprir o mandato inteiro. Eu já deixei de ser deputado, estava com o mandato podendo ser candidato à reeleição, tendo o apoio de 14 prefeitos. Desisti porque vi que eu já tinha dois mandatos de deputado federal, então já tinha contribuído. Eu acho que não existe profissão de político, ele apenas passa um tempo. Esse é meu ponto de vista. Para deputado, daqui dois a anos, eu pretendo apoiar outro nome que seja bom para Feira de Santana. Meu coração pede isso, apesar de que o político tem algumas missões. Meu objetivo para 2022 é lutar, brigar, para que o senador Otto Alencar seja candidato a governador.