O anúncio de novo fechamento do comércio feirense por parte do prefeito Colbert Filho despertou a chiadeira de  empresários de Feira de Santana. Parecendo insensível às 68 mortes, 4.337 casos positivos e nenhuma vaga em UTI para tratar coronavírus, um representante da classe produtora não perdeu tempo.
O primeiro a bradar foi Luiz Mercês, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Feira de Santana e dono de uma rede de sapatarias.
Em entrevista ao site De Olho na Cidade o empresário avalia que foi uma decisão estranha. “Muita surpresa, porque estamos fazendo nosso papel. Temos essas lojas com funcionários com máscaras, álcool em gel, distanciamento social e todo cuidado necessário para evitar qualquer novo caso de covid-19”, argumenta. 
Segundo análise de Luiz Mercês, “não é questão de ganância do setor comercial, mas, sim, de apenas entender toda complexidade e caos que já foram e serão causados pelo fechamento do comércio”. 
“Temos dados de quase 5 mil empregos formais perdidos, lojas que não reabriram mais e outras em enormes dificuldades. Não estamos duelando saúde x economia e sim informando que estamos tomando todos os cuidados que são precisos para evitar mais doença”, diz Luiz Mercês ao De Olho na Cidade. 
O presidente da CDL também cutucou a Prefeitura ao citar “o baixo nível de isolamento social seja com comércio fechado ou aberto”. Ainda de acordo com o empresário, “são realizadas festas em diversos locais e aglomerações em outros setores e que nada tem sido feito com eficácia contra isso”.