“Vamos buscar uma audiência com o prefeito para discutir o assunto. Vamos mostrar que o momento é inoportuno para ambulante ir para o Shopping Popular”. A informação e o desabafo são do presidente da Associação Feirense dos Vendedores Ambulantes, Pedro José da Silva.
O dirigente da categoria não concorda com os termos estabelecidos por contrato para a permanência dos ambulantes na Cidade das Compras. “O ambulante está emparedado. É incoerente uma transferência neste momento de pandemia, pois a tendência é de aglomeração”, prevê.
Para Pedro, está havendo boa vontade com os comerciantes do Feiraguai e má vontade com os ambulantes do centro da cidade. “Nossas reivindicações não são atendidas”, destaca.
Pedro da Silva enfatiza que com os valores a serem cobrados no Shopping Popular, entre aluguel e taxas de manutenção, ficarão acima das possibilidades dos ambulantes. “Tem muita gente que o capital de giro não passa de R$ 1 mil, como vai poder pagar?”, questiona, acrescentando que “nos cobram R$ 80 reais por metro quadrado no Shopping Popular, quando no Mercado de Arte, por exemplo, são cobrados R$ 13,50 por metro quadrado. Fizemos uma proposta de R$ 20 reais por metro quadrado e negaram”.
MANIFESTAÇÃO - Um card distribuído nas redes sociais convoca ambulantes, camelôs e vendedores de frutas e verduras para uma manifestação contra o Projeto Novo Centro e a consequente relocação para o Shopping Popular. Está previsto para esta quarta-feira (29), às 8h, em frente ao Paço Municipal Maria Quitéria, segundo a publicação. O Sindicato desconhece a mobilização.
SECRETÁRIO RESPONDE – O secretário municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Antônio Carlos Borges Júnior, procurado pelo Protagonista disse o seguinte: “Foi convocado quem assinou contrato, já sabe os valores, prazo de carência, foi sorteado e sabe qual setor vai ficar. Já estão dentro do processo e fizeram a opção de ir para o Shopping Popular quando assinaram o contrato com o Consócio Feira Popular”.