A Prefeitura de Feira negocia com as empresas Rosa e São João a ampliação da frota neste período de flexibilização das atividades econômicas em feira, bem como entre o serviço complementar, feito por vans, que atende à demanda da zona rural. Em contato com o Protagonista, um dos empresários do setor afirma que, a depender da resposta da retomada das atividades, novas demissões e até as 293 dispensas concretizadas este ano, podem ser revistas.
De acordo com a Prefeitura, em matéria da Secretaria de Comunicação, “a ampliação na quantidade de veículos seria ofertada nos períodos de pico e para que não haja aglomeração, veículos lotados, o encerramento das atividades diárias deverá acontecer de maneira gradual, escalonada”.
Em contato com o Protagonista, o empresário Marco Franco, da empresa São João, diz o seguinte sobre o aumento do número de ônibus em Feira: “estamos dialogando com a Secretaria de Transportes, afim de buscarmos conjuntamente as melhores soluções para cada momento. Acreditamos ser necessário ajustes na oferta, mas não de forma linear, porque a maioria absoluta das linhas operadas pela São João tem apresentado volume de passageiros muito abaixo da capacidade de lugares ofertadas. Porém, há algumas linhas nas quais em determinados horários há a necessidade de aumento da oferta. Essa relação de oferta x demanda (ocupação por passageiros) é dinâmica, varia muito de acordo com o dia do mês, da semana, de acordo com o horário. Agora, com a pandemia, varia também de acordo com as determinações do poder público sobre quais atividades funcionam ou não.  Essas variações constantes e a baixa demanda de passageiros (na média diária) neste período de pandemia, vem agravando ainda mais o histórico desequilíbrio econômico e financeiro das concessionárias, por isso, o aumento da oferta tem que ser bem planejado para que possamos melhorar o nível dos serviços oferecidos sem que cause mais prejuízos ao sistema, por isso a participação do poder público municipal nesse processo de auxílio para dar o equilíbrio necessário é fundamental”.
Perguntado se as 120 demissões anunciadas pelo Sindicato dos Rodoviários podem ser suspensas, Marco Franco condiciona: “dependerá da evolução da situação atual relacionado a pandemia. Se houver retomada das atividades em geral e que reflitam no aumento do volume de passageiros, com certeza novas demissões serão descartadas e, dependendo desse volume de retomada, podemos, também, recontratar pessoas que foram demitidas recentemente. Aliás, esse é um dos compromissos assumidos com o Sintrafs”, afirma.