Como um dramalhão mexicano, a abertura do Hospital Geral Clériston Andrade 2 em Feira de Santana se arrasta. Mas o que não falta é personagem buscando o protagonismo do enredo.
Várias datas foram divulgadas na imprensa, tanto pelo secretário estadual de Saúde, Fábio Villas Boas, quanto pelo deputado federal Zé Neto (PT). Nenhuma delas vingou (leia mais).
No capítulo mais recente dessa história nada feliz para o feirense, que amarga 70 mortes por coronavírus e mais de 4 mil casos positivos, Rui Costa desautoriza o próprio secretário e o deputado, pré-candidato a prefeito de Feira pelo partido do governador, a divulgar qualquer notícia sobre inauguração do hospital, prometido há vários anos, antes mesmo do governo de Rui Costa.
Em um áudio distribuído à vontade nas redes sociais, Rui dá um pito no secretário e em Zé Neto, de uma só vez. “Recebi mensagens que eu tinha adiado a inauguração do Hospital Clériston em Feira. Não adiei porque não cheguei a marcar inauguração nenhuma e nem entrega”, dispara o governador.
“Se alguém marcou (inauguração) não fui eu. Eu só marco quando a entrega está concluída. A entrega de uma obra, por mais que a empresa ou responsáveis façam previsão, eu não divulgo, para cravar data antes de estar concluída, até para evitar isso (disse-me-disse)”, pontua Rui Costa.
“Ontem (domingo, 5) chegou o último equipamento, os ar-condicionados, e eles precisam de até 6 dias para fazer a instalação. Assim que a obra estiver concluída – não haverá ato de inauguração, apenas uma visita – eu avisarei à imprensa, mas só quando a obra estiver 100% concluída”, enfatizou.
E, como em um legítimo dramalhão, não vai faltar o ato final, mas sem plateia. “Não precisa ter mobilização (aglomeração) ou aviso prévio. Na véspera eu informo e vou lá fazer a entrega”, disse Rui.