Dirigente da Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB-Feira), Marlede Oliveira é conhecida pelo estilo “sem papas na língua” quando o assunto é a categoria. Tem sido assim ao longo de sua trajetória estando ou não na direção da entidade. Na manhã dessa segunda (24) ela deu um grande exemplo de que com o passar dos anos ficou pior.

Durante uma manifestação da APLB, em frente à Prefeitura, contra, entre outras coisas, o corte de horas extras do contracheque dos profissionais de educação em Feira, Marlede chamou o prefeito Colbert Filho de moleque e ladrão.

O principal objetivo da manifestação, que contou com pequeno número de pessoas – todas com camisas, distribuídas no local – acabou ficando em segundo plano, que era reclamar do alegado corte – já contestado pelo governo municipal, que alega não haver horas extras sem aulas devido à pandemia de coronavírus.

Mas o que chamou a atenção, mesmo, foram os ataques da sindicalista ao gestor. “Ele está desviando dinheiro para botar em sua campanha à reeleição. É um moleque”, disparou.

Todo protesto e/ou manifestação de categoria profissional é legal e legítima, quando objetivando melhorias. Porém, quando o protesto é raivoso e agressivo, com acusações sem provas, como aconteceu nesta segunda, a credibilidade é jogada por água abaixo.