O comerciante Nelson Roberto, o Nelsinho da Kamys, em um desabafo embalado com muita fúria, através de um áudio, atacou a imprensa de Feira de Santana, a quem classificou como interesseira. Afirmou que a omissão de seu nome na lista de pré-candidatos a prefeito acontece “porque não existe mais a mão de farinha”.

“Não me dão espaço porque não existem mais as propagandas. Vou dar cotovelada e pontapé nessa imprensa, que 99% come farinha e lambe bota”, acusa, se referindo, certamente, a espaço de mídia em programas de rádio, sites, blogs e jornais.

Nelson Roberto sempre investiu muito em mídia. Inclusive na TV. A crise chegou e a torneira fechou. Sem as bajulações a que estava acostumado, partiu para o ataque a quem, antes, sempre lhe abriu as portas para entrevistas e notinhas de puxa-saco.

“Conheço toda a malandragem dessa imprensa de Feira. São comedores de farinha. Se tem 5, 6 ou 7 pré-candidatos a prefeito e só citam 2 ou 3, não está certo”, argumentou.

Ao final do furioso áudio, divulgado amplamente em grupos de WhatsApp, Nelson Roberto faz um desafio. “Se eu tivesse propaganda para eles, com certeza falariam meu nome. Cortaria o próprio pescoço ou andaria nu se não fosse assim”, enfatiza.

Evidentemente que Nelsinho exagerou. Mas uma coisa é fato: o espaço dele na imprensa encolheu na mesma proporção da sua conta bancária. Talvez ele deva rebuscar seu recheado álbum de fotografias para identificar a turma do punhado de farinha e do tapinha nas costas e evitar injustiças com quem não gosta do alimento originário da mandioca. E não é só na imprensa.