A retirada das barracas de camelôs revela um centro de Feira de Santana desconhecido para boa parte da população. Estava camuflado sob as lonas.


A irritante falta de espaço nas calçadas acabou. A Prefeitura também salienta outra vantagem com a retirada das barracas: mais visibilidade para as câmeras que fazem o videomonitoramento das ruas e avenidas do centro, antes encobertas pelas lonas das barracas.


É o fim, também, de uma concorrência desleal entre camelôs e lojistas - clandestinidade x impostos. Na rua Sales Barbosa, por exemplo, as barracas praticamente engoliam a porta das lojas. Para quem paga impostos era um verdadeiro tapa na cara.


Segundo a Prefeitura, dos 1.565 camelôs cadastrados previamente pela Secretaria do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETTDEC), para serem transferidos para o Shopping Popular, 1.225 já se encontram de posse das chaves dos boxes.


Já os 248 feirantes que comercializavam frutas e legumes na Praça do Tropeiro, foram todos transferidos para um espaço verde nas dependências do Centro de Abastecimento, desobstruindo a praça, onde funciona um terminal de ônibus.


E assim, Feira de Santana ganha de volta seu centro da cidade sem a “cara de favela” e os pedestres recebem de volta as calçadas desobstruídas.