Mesmo com orçamento de campanha muito aquém do desejado, Carlos Geílson, candidato a prefeito de Feira pelo Podemos, intensifica a estratégia do corpo a corpo com eleitorado. “A falta de recursos tem sido compensada com visitas, e temos sentido o calor humano e a boa receptividade das pessoas”, destaca o ex-deputado.

Carlos Geilson tem caminhado todos os dias, levando sua mensagem às comunidades da sede e distritos. O objetivo é garantir vaga em um eventual segundo turno.

O objetivo de Geílson é conquistar a simpatia do grande número de eleitores indecisos e até mesmo dos que não pretendem ir às urnas este ano. “Eu tenho gasto sola de sapato, sim. Temos feito caminhadas diariamente. E o pessoal nas ruas me recebe muito bem. Eu sou o único candidato que faz caminhadas nas ruas todos os dias”, observa.

A corrida contra o tempo, pelo visto, é o maior adversário do candidato. “O tempo é curto e não tem como percorrer toda a cidade. O que vai definir esta eleição é o eleitorado indeciso. E não sabemos quantos irão votar ou deixar de ir às urnas”, avalia.

Atento às eleições municipais desde 1966, quando João Durval derrotou Manoel de Araújo com mais de 3 mil votos de frente, Carlos Geilson considera o pleito deste ano bem atípico. “O eleitorado está muito calado. Esta é a campanha eleitoral mais fria da história por causa da pandemia”, analisa.

Para ele, a disponibilidade de recursos interfere nas eleições, mas não é decisiva. “Quem tem mais dinheiro, tem mais condição de expandir a visualização. Tem mais perfurade nas ruas, praguinhas e cartazes. Mas isto não quer dizer que vai persuadir o eleitor, mas por ter mais visibilidade de campanha pode induzí-los”, pontua.

A aposta na possibilidade de ir ao segundo turno é baseada, segundo Geílson, nos índices de rejeição dos adversários e o número de indecisos. “Agora arrancamos nas eleições para ir ao segundo turno. E o eleitor que está indeciso tende a ir para o candidato que estiver com menor rejeição. Primeiro vou convencer os indecisos. Depois mostrar aos que estão com Colbert ou com Zé Neto que sou o melhor para dialogar, tanto com a direita quanto com a esquerda”, revela a estratégia.

Quanto a um eventual apoio a um candidato no segundo turno, Geilson afirma que ainda está focado em chegar no segundo turno. “Só vou pensar em apoiar um outro candidato na hora que o resultado for proclamado, no dia 16, e vou ouvir os aliados. Acredito que estarei lá na frente no segundo turno”, confia.