Em um sermão que misturou fé católica com política mais à esquerda, na missa que encerrou a festa de Nossa Senhora dos Humildes, o arcebispo de Feira de Santana, Dom Zanoni Dementino Castro, citou prisões de mais de cem religiosos recentemente nos Estados Unidos.
Ele se referia à ação do ICE, sigla em inglês para Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, no aeroporto de Minneapolis, quando protestavam contra a deportação de imigrantes considerados ilegais pelas autoridades estadunidenses.
Para ele, padres devem estar ao lado do povo. Dos mais necessitados. Não apenas religiosos católicos devem se posicionar ao lado dos oprimidos. Protestar contra o que a pessoa acredita ser injusto independe da fé que professa.
O arcebispo falou uma verdade sobre o que vem acontecendo em terras dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump está fazendo o que prometeu ao eleitorado que lhe deu uma vitória eleitoral épica. Se é justo deportar imigrante ilegal é outra história.
Mas ele se esqueceu – por conveniência do momento, quem sabe, que padres e freiras foram perseguidos, presos e escarrerados na Nicarágua, país comandado pelo ditador comunista Daniel Ortega. Isto ele não mostrou indignado. Talvez os religiosos não estivessem ao lado do povo nas suas pregações... Foi seletivo nas suas críticas.
Para ser fiel aos fatos, o arcebispo deveria citar o que vem acontecendo no país da América Central e em outros países comandados por ditadores comunistas, que seguem o ensinamento de Karl Marx, sobre religião: a via como uma alienação, o ‘ópio do povo’. Por isso, a combatem.
Quem o ouviu, vai pensar que este tipo de repressão é comum nos Estados Unidos e não pontual. E que não acontece nos países comunistas, onde é política de estado.
(Por: Batista Cruz)