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Atualizado em: 17-03-2026 11:29

Cesta básica em Feira custa cerca de R$ 350 a menos que em São Paulo, aponta levantamento

Segundo levantamento da Settdec o custo da cesta básica em Feira de Santana ficou em R$ 469,67 em fevereiro de 2026
Cesta básica em Feira custa cerca de R$ 350 a menos que em São Paulo, aponta levantamento Cesta básica em Feira custa cerca de R$ 350 a menos que em São Paulo, aponta levantamento

O custo da cesta básica em Feira de Santana ficou em R$ 469,67 em fevereiro de 2026, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec). Comparativo feito pelo Protagonista mostra que o valor coloca o município em um patamar significativamente mais baixo do que o registrado em grandes capitais brasileiras, evidenciando diferenças importantes no custo de vida entre o interior e os grandes centros urbanos.


No ranking nacional, a cesta básica mais cara foi identificada em São Paulo, com custo médio de R$ 826,98, seguida por Florianópolis, onde o valor chegou a R$ 793,77. Esses números refletem o alto custo de vida nas regiões metropolitanas, influenciado por fatores como logística, demanda elevada e estrutura de mercado.


Por outro lado, entre as capitais com menor custo, destacam-se Aracaju, com R$ 601,69, e Maceió, com R$ 611,98. Ainda assim, mesmo essas cidades apresentam valores bem acima do registrado em Feira de Santana.


Na capital baiana, Salvador, o custo da cesta básica também supera o do município do interior, mantendo a tendência de preços mais elevados nas capitais. O levantamento realizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia considera uma lista ampliada de 25 produtos essenciais, o que também pode influenciar na composição do valor final.


A diferença entre Feira de Santana e cidades como São Paulo ultrapassa os R$ 350, um dado que reforça o impacto regional nos preços dos alimentos. Fatores como custo de transporte, escala de consumo, perfil de mercado e até hábitos alimentares ajudam a explicar essa variação.


Apesar de apresentar um custo mais baixo, a cesta básica ainda compromete uma parcela significativa da renda dos moradores de Feira de Santana. Considerando o salário mínimo líquido, o gasto com alimentação básica ultrapassa 30% da renda mensal, o que evidencia que, mesmo com valores menores em comparação às capitais, o peso no orçamento familiar continua elevado.


Especialistas apontam que o acompanhamento desses indicadores é fundamental para compreender as desigualdades regionais e orientar políticas públicas. Além disso, os dados ajudam consumidores a entenderem melhor o cenário econômico e planejarem seus gastos.


O contraste entre Feira de Santana e as capitais brasileiras revela que viver fora dos grandes centros pode representar alguma economia no custo da alimentação. No entanto, a realidade ainda exige atenção: preços mais baixos não significam necessariamente maior poder de compra, especialmente diante da renda limitada de grande parte da população.
 

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