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Atualizado em: 05-01-2026 08:54

Corretora de imóveis é presa em Feira de Santana por suspeita de fraudes milionárias

A ação foi cumprida em uma residência no bairro da Muchila, onde a suspeita foi localizada pelos agentes
Corretora de imóveis é presa em Feira de Santana por suspeita de fraudes milionárias Corretora de imóveis é presa em Feira de Santana por suspeita de fraudes milionárias

Uma corretora de imóveis de 52 anos foi presa preventivamente no último sábado (3) em Feira de Santana, no âmbito da Operação Arizona, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia para investigar um esquema de fraudes imobiliárias que teria causado prejuízo superior a R$ 2,5 milhões às vítimas. A ação foi cumprida em uma residência no bairro da Muchila, onde a suspeita foi localizada pelos agentes. 


As investigações apontam que a mulher teria participado de uma negociação fraudulenta envolvendo a venda de um imóvel rural—apelidado de “Fazenda Arizona” e avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão—sem possuir legitimidade para oferecer o bem, induzindo o comprador a realizar transferências de dinheiro com base em documentação e transparência falsas. 


Além desse caso central, a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Feira de Santana apura outros dois episódios relacionados a golpes imobiliários, cujo prejuízo conjunto com o esquema principal eleva o total estimado dos danos a mais de R$ 2,5 milhões. 


Durante a operação policial, foram apreendidos diversos itens considerados provas materiais, incluindo sete celulares, duas máquinas de cartão de crédito, cheques e chaves de imóveis, que serão analisados tecnicamente para aprofundar as investigações e rastrear movimentações financeiras suspeitas. 


Segundo as apurações, parte dos valores obtidos ilegalmente pode ter sido desviada para uma empresa ligada a uma contadora que já havia sido presa anteriormente por envolvimento no mesmo esquema, reforçando as suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de pessoas jurídicas. 


A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias relacionadas ao caso como forma de preservar bens e recursos que possam ser usados para reparação dos prejuízos das vítimas. A investigada permanece à disposição do Poder Judiciário enquanto as diligências continuam para esclarecer completamente o alcance do suposto esquema criminoso.

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