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Atualizado em: 28-01-2026 12:12

Orçamento de Feira de Santana quase dobra, mas salários dos servidores seguem congelados, alerta Hamilton Ramos

De acordo com o consultor, o município perde, em média, R$ 1 bilhão por ano por falhas de gestão, ausência de fiscalização e atraso na modernização do sistema de arrecadação
Orçamento de Feira de Santana quase dobra, mas salários dos servidores seguem congelados, alerta Hamilton Ramos Orçamento de Feira de Santana quase dobra, mas salários dos servidores seguem congelados, alerta Hamilton Ramos

O crescimento expressivo do orçamento municipal não tem se refletido na valorização do funcionalismo público. A avaliação é do consultor de empresas, Hamilton Ramos, feita durante entrevista ao programa Subaé Notícias, na última sexta-feira (23). Presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Feira de Santana, ele falou sobre o assunto a pedido da presidente da entidade, Lorena Moura. 

 

Segundo Hamilton, o orçamento de Feira de Santana saltou de cerca de R$ 1,9 bilhão para R$ 3,6 bilhões, mas esse aumento não se converteu em melhoria salarial nem em maior capacidade de investimento em pessoal. Para ele, o problema não é a falta de recursos, e sim a ineficiência administrativa.

 

De acordo com o consultor, o município perde, em média, R$ 1 bilhão por ano por falhas de gestão, ausência de fiscalização e atraso na modernização do sistema de arrecadação. “Feira de Santana deixa de arrecadar valores expressivos que já são de direito do município”, afirmou.

 

Entre as principais perdas, Hamilton destacou a falta de regulamentação e concessão de alvarás para condutores de veículos de quatro e duas rodas, como motoristas por aplicativo e motociclistas. Sem a emissão do alvará, não há geração do Documento de Arrecadação Municipal (DAM), o que impede a entrada de receita nos cofres públicos.

 

Outro ponto citado foi a necessidade de enfrentar a situação da Zona Azul, considerada uma importante fonte de arrecadação ainda mal explorada pelo município. Para o consultor, é preciso encontrar um modelo eficiente de gestão que garanta receita contínua e transparência.

 

Hamilton também explicou que parte do orçamento previsto para 2025 é composta por empréstimos, cerca de R$ 600 milhões, o que não amplia a margem para gastos com pessoal, já que esses valores não entram no cálculo do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

Por fim, o consultor defendeu a desburocratização como caminho para ampliar a arrecadação sem aumentar impostos, com liberação mais ágil de alvarás e modernização dos cadastros municipais. “Alvará liberado significa DAM pago, e DAM pago é dinheiro entrando no cofre do município”, concluiu.
 

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