O empresário Oyama Figueiredo e seus três filhos deixaram o Conjunto Penal de Feira de Santana no fim da tarde desta quarta-feira (17), após decisão da Justiça que revogou as prisões preventivas dos investigados na Operação Sinete.
Eles estavam presos desde novembro de 2025 e passarão a responder ao processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça.
A revogação das prisões foi concedida pela juíza Sebastiana Costa Bomfim e Silva, da 2ª Vara Criminal de Feira de Santana, após manifestação favorável do Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco).
Segundo o advogado de defesa, Joari Wagner, a ação penal continua em andamento e os investigados já possuem audiências agendadas para os próximos dias.
“A ação penal continua em trâmite e eles vão aguardar a finalização do processo em liberdade, cumprindo medidas cautelares diversas da prisão”, afirmou.
Os investigados integram o chamado “Núcleo Empresarial” da Operação Sinete, que apura um suposto esquema de grilagem de terras e fraudes cartorárias em Feira de Santana.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o grupo teria atuado na apropriação irregular de imóveis por meio de empresas, contratos simulados e registros imobiliários supostamente fraudulentos. As investigações apuram crimes como organização criminosa, corrupção, falsificação de documentos públicos e esbulho possessório.
O parecer favorável à liberdade foi emitido após a conclusão da fase de oitivas das testemunhas de acusação. Para o Ministério Público, a manutenção das prisões preventivas deixou de ser necessária, desde que os investigados cumpram as medidas cautelares impostas pela Justiça.
Informações do Acorda Cidade