Nos bastidores da política feirense, o clima é de movimentação intensa. O vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto, estaria prestes a promover uma virada estratégica em sua atuação no governo. De acordo com informações que circulam entre aliados, lideranças partidárias e integrantes da gestão, Pablo estuda entregar o comando da Secretaria de Educação para se dedicar exclusivamente ao cargo de vice-prefeito — passo considerado fundamental na preparação de sua pré-campanha para deputado federal.
O burburinho cresceu nos últimos dias após ser iniciada uma reforma no gabinete do vice-prefeito, espaço físico que estava ocioso nos últimos meses.
Além disso, interlocutores afirmam que Pablo Roberto tem sido pressionado por aliados, inclusive pelo partido [PSDB], liderado pelo deputado Adolfo Viana, para “desamarrar” sua agenda das demandas administrativas da Educação, concentrando esforços na construção de alianças, ampliação de apoios regionais e reorganização de seu grupo político. A avaliação interna é que permanecer à frente de uma das pastas mais complexas do governo, especialmente em um ano pré-eleitoral, pode limitar a articulação política necessária para uma candidatura competitiva à Câmara Federal.
Pessoas próximas dizem que ele está “recalculando a rota” e que a mudança é vista como questão de tempo. Se concretizada, a decisão deve provocar efeitos internos no governo, que já discute possíveis nomes para substituir o atual secretário. A escolha será estratégica: a Educação é uma das pastas mais sensíveis, com impacto direto nas comunidades escolar, sindical e política.
Enquanto isso, a movimentação reforça o tabuleiro pré-eleitoral em Feira de Santana, onde a disputa por espaços e articulações já começou a redesenhar os rumos de 2026.