O valor estimado do pedágio no trecho duplicado entre Salvador e Feira de Santana, que deverá ficar em torno de R$ 25,00, tem chamado a atenção e gerado preocupação entre motoristas que utilizam diariamente a BR-324. O custo faz parte do projeto de concessão das rodovias BR-324 e BR-116, agora denominadas Rota 2 de Julho, cuja licitação será a maior do Brasil em 2026.
A nova concessão exigirá da empresa vencedora R$ 14 bilhões em investimentos (Capex), além de outros R$ 8 bilhões destinados à operação e manutenção das estradas (Opex). Embora o pacote de obras prometa melhorias significativas na infraestrutura viária, o impacto financeiro direto para os usuários, especialmente trabalhadores e transportadores que trafegam com frequência entre Feira de Santana e a capital, deve ser expressivo.
De acordo com o modelo apresentado, o pedágio será cobrado por meio do sistema eletrônico free flow, sem praças físicas. As tarifas previstas são de R$ 0,1641 por quilômetro em pistas simples e R$ 0,2134 por quilômetro em pistas duplicadas. Aplicada ao trecho Salvador–Feira, a cobrança chega ao valor estimado de R$ 25, o que pode representar um custo elevado para quem depende da rodovia diariamente.
A licitação está prevista para novembro, com publicação do edital em julho, segundo o Ministério dos Transportes. A operação da nova concessionária deve começar em 2027. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que incorporou as contribuições das audiências públicas e que haverá um plano de 100 dias para intervenções emergenciais no início do contrato.
Entre as obras previstas estão a duplicação de 356 quilômetros, construção de faixas adicionais, passarelas para pedestres, implantação de sistemas de controle e operação, além de melhorias na segurança viária. Apesar dos investimentos anunciados, o valor do pedágio deverá ser um dos principais pontos de debate, sobretudo para os motoristas de Feira de Santana, que utilizam a BR-324 como principal ligação com Salvador.