Notícia

Atualizado em: 17-12-2025 10:21

Segunda fase da Operação Primus investiga sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis em Feira

A investigação foca na atuação de quatro pessoas apontadas como “testas de ferro”, utilizadas para esconder o controle de cerca de 14 empresas envolvidas
Segunda fase da Operação Primus investiga sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis em Feira Segunda fase da Operação Primus investiga sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis em Feira

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quarta-feira (17) em Feira de Santana e Conceição do Jacuípe durante a segunda fase da Operação Primus, que investiga um grupo suspeito de crimes contra a ordem tributária, com indícios de sonegação fiscal estruturada e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

 

Nesta etapa, as ordens judiciais alcançaram seis endereços — cinco em Feira de Santana e um em Conceição do Jacuípe — ligados a pessoas físicas e jurídicas investigadas. A Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens de cinco pessoas físicas e três jurídicas. As apurações indicam o uso de empresas e terceiros para ocultar a origem de recursos ilícitos, além de possíveis vínculos com organizações criminosas.

 

A investigação foca na atuação de quatro pessoas apontadas como “testas de ferro”, utilizadas para esconder o controle de cerca de 14 empresas envolvidas no esquema, que teria causado prejuízo inicial estimado em R$ 4 milhões em ICMS. Uma contadora responsável pela escrituração de parte das empresas também foi alvo das buscas.

 

A operação é resultado de atuação integrada da Polícia Civil da Bahia, por meio do Draco, com o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), reunindo SSP, Sefaz, Saeb, MPBA, TJBA e PGE. Segundo a delegada Haline Peixinho, as investigações continuam e novas medidas não estão descartadas.

 

Na primeira fase da Operação Primus, uma organização criminosa com atuação interestadual foi desarticulada, com o cumprimento de 74 medidas judiciais, 10 prisões e bloqueio de mais de R$ 6,5 bilhões em bens.

Comentários (0)

Leia mais

Publicidades